#84 Mariana Tomé Ribeiro

13 agosto, 2017


Criou o primeiro negócio na sala de casa aos 18 anos quando entrou em Design de Comunicação e pouco depois a Fine&Candy, a marca de estacionário que encantou os armazéns londrinos Harrod”s. Mariana é co-fundadora e diretora criativa da agência Sabya.

Se este fosse o teu perfil de uma rede social o que escreverias na área 'Sobre ti’?
Tenho sempre bastante dificuldade em me descrever. Sempre fui fascinada por produtos de luxo e inovação. Considero-me uma “creative connecter” pois o que mais me entusiasmada é encontrar soluções criativas para problemas.

A norma é entrar na Universidade e depois procurar emprego. Tu criaste o emprego e depois foste frequentando a universidade. Aos 18 anos tinhas noção de que estavas a criar uma agência na sala da tua casa? 
O meu perfil fez com que tomasse esta direção. A experiência nunca se sobrepõe ao conhecimento, mas valida-o e testa-o. Não tinha noção do que estava a construir porque a minha única vontade era trabalhar e ver tudo a acontecer. Se fosse hoje talvez tivesse feito de forma diferente. O timming é essencial para o sucesso dos projetos e quando somos muito ansiosos e focados tomamos atitudes fora do seu tempo.

O empreendedorismo é uma atitude? 
Sem dúvida. O empreendorismo é a paixão e a vontade em todas as iniciativas que tomamos. É um impulso que faz com que as nossas iniciativas superem o que nos foi pedido.

Teríamos a Fine&Candy sem o rés do chão da Rua do Rosário? 
Não. O facto de me ter apaixonado perdidamente pela loja e de ter uma antiga obsessão por papelaria, fez com que criasse uma marca, que diretamente ligada ao negócio do meu anterior projeto, servisse de “isco” para angariar clientes para a agência. 

O retalho de luxo consegue cativar a nova geração de consumidores? 
A nova geração é cativada pelo verdadeiro luxo e por aquilo que torna um produto de luxo diferenciador. O consumidor quer marcas transparentes, sustentáveis, tecnlógicas, competitivas, verdadeiras na sua essência, que proporcionem experiência de compra e acima de tudo que entendam o consumidor na sua individualidade. O digital é essencial no crescimento do luxo com os novos consumidores.

No ADN da Sabya está a vontade de criar relações entre consumidores e marcas online. O digital pode ser pessoal?
O digital tem que ser pessoal. A relação afetiva e a experiência de compra offline tem que existir no digital. O digital não é um canal de comunicação, é a forma como comunicamos e como tal deve agregar as caraterísticas das relações humanas. Conhecer o utilizador, falar para um público específico, aumentar o engagement e criar uma relação.

Podem encontrá-la aqui: 
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