#82 Ana Rente

11 agosto, 2017


Da ginástica passou para o trampolim e, de salto em salto, Ana já leva 20 anos de carreira desportiva e três participações em Jogos Olímpicos. É considerada por muitos como a melhor atleta portuguesa de sempre na modalidade de trampolim e, pelo meio, ainda conseguiu conciliar treinos e competição com o exigente curso de Medicina.

Se este fosse o teu perfil de uma rede social o que escreverias na área 'Sobre ti’?
Atleta olímpica de ginástica de trampolim. Médica interna de Medicina Geral e Familiar. Adoro viajar, conhecer novas pessoas, novos sítios e novas culturas. 

Experimentaste vários desportos, desde o judo à natação. Porquê o trampolim?
Iniciei a minha carreira como atleta de alta competição na ginástica acrobática, mas desde cedo me apaixonei pelos trampolins. A aprendizagem de determinados elementos na acrobática era realizada no trampolim e eu sempre gostei da sensação de adrenalina e daqueles pequenos segundos de voo. Chegou a um ponto em que tive de optar entre as duas modalidades e escolhi os trampolins.

Estando sempre no ar como se consegue manter os pés bem assentes na terra e enfrentar o curso de Medicina? 
Não é nada fácil conseguir conciliar as duas carreiras, no entanto penso que é uma questão de organização de tempo e saber fazer uma gestão de quando apostar mais numa carreira em detrimento da outra.

É fácil lidar com o 'peso' de representar Portugal quando saltas nos Jogos Olímpicos?
Não vejo como um peso mas sim como um orgulho enorme poder estar no maior palco desportivo do Mundo a representar a nossa bandeira. Claro que sentimos sempre alguma responsabilidade mas o importante é ter consciência do que trabalhámos para chegar ali e dar o nosso melhor naquele momento.

Enquanto atleta de alta competição ficas mais exposta à opinião pública. Encaras bem essa exposição?
Encaro de forma positiva. É um sinal de reconhecimento do nosso trabalho.

Vinte anos de carreira desportiva, três participações em Jogos Olímpicos. Vamos poder dar um salto contigo até Tóquio?
Isso ainda é uma questão que está em aberto. Fica cada vez mais complicado conciliar as duas carreiras, portanto neste momento estou a desfrutar um dia de cada vez e a aproveitar cada momento.

Podem encontrá-la aqui: 

Foto:
FGP, FIG, COP
100 days of women © 2017