#73 Maria Ana Bobone

02 agosto, 2017


É unanimemente reconhecida como uma das mais talentosas artistas da sua geração. Maria estreou-se a cantar Fado os 16 anos e desde então o mundo tem sido o seu palco. Tunísia, Vaticano, Suécia e Angola foram alguns dos países que no último ano tiveram a felicidade de a receber. 

Se este fosse o teu perfil de uma rede social o que escreverias na área 'Sobre ti’?
Cantora, fadista, pianista e autora de canções. 

Aos 16 anos abraça-se o fado ou é o fado que nos abraça? 
O fado abraçou-me..! Aliás o fado envolve-nos quando menos esperamos. Aos 16 anos estava muito longe de imaginar que ia ser o fado a minha vida...! Deve ter sido o destino, um destino muito forte que me desviou do percurso clássico que eu estava a fazer e me trouxe aqui. 

A ideia do fado triste cantado de olhos fechados faz parte do passado? 
Eu fecho os olhos quando me quero abstrair do que está à volta e servir apenas a música e as palavras. Ajuda-me a focar e a concentrar de outra maneira.

Como lidam os mais puristas com a vitalidade que a tua geração está a trazer ao fado? 
Não posso falar pelos mais puristas.. mas penso que é muito importante que haja uma crítica séria por um lado e impulsos criativos por outro. Ambos os lados da moeda são importantes. 

A música obriga a alguma introspeção. Quando sobes ao palco sentes algum tipo de transformação, como se estivesses a vestir uma personagem? 
Tento concentrar-me e ser apenas um veículo da mensagem. Umas vezes é mais fácil que outras, porque implica uma entrega grande. É maravilhoso estar em palco..!

Emocionas-te a cantar? 
Sim, muitas vezes.

Podem encontrá-la aqui: 
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