#57 Cátia Tomé

17 julho, 2017


Gosta de dinossauros, gatos e gomas — não necessariamente por esta ordem. Cátia é art director na agência McCann e a criativa responsável pelo blog According to Panda. 

Se este fosse o teu perfil de uma rede social o que escreverias na área 'Sobre ti’?
"Cautela."

Afinal quem é o Panda?
Sou uma miúda sonhadora, romântica, meio palerma, bem humorada, simpática, inteligente (apesar de existirem factos que possam fazer parecer o contrário, porque a vida tem destas coisas não é), impaciente e pouco tolerante (working on that), teimosa, sensível, "sentimentaloide" e muito despachada. 

Não encontramos em ti a típica 'fashion blogger'. Moda sim, mas com personalidade?
Tudo com personalidade. Seja o que for, mas sempre, sempre, com o nosso cunho pessoal. A nossa essência tem de estar em tudo o que fazemos, se não, qual é o propósito disto? Não temos de fazer parte do rebanho... ou temos?!?

Se a Cátia gosta, a Cátia partilha? (e sempre por interesse próprio e não pelas estatísticas do blog?)
Só partilho o que gosto. Não faz sentido de nenhuma outra forma. Só faço parcerias com marcas que me identifico, porque ao invés do meu trabalho, no meu blog posso escolher com quem quero ou não trabalhar. Não o faço por "obrigação" por isso há uma liberdade nesse sentido. 
E nem faço ideia das estatísticas do blog... honestamente, se me quisesse preocupar com números e ser a rainha do Excel teria seguido outra profissão. Não querendo parecer arrogante ou pouco modesta, nada disso. Não confundam. É só a minha posição perante esta situação "numérica" com que as marcas se preocupam - não é de todo, uma preocupação para mim. Sei quantos seguidores tenho no Instagram, ou na página de Facebook do blog. Estão lá escarrapachados, não há como não saber. E fico muito feliz por ver que tanta gente me acompanha com carinho, e acha que eu sou digna de me dispensarem atenção, mesmo que seja em momentos pequenos do seu dia. Mas estatísticas? Não. Se calhar devia, sou tonta em não o fazer, perco muito porque as marcas se preocupam com isso, blá, blá, blá, as opiniões dividem-se. Acho que as marcas que se preocupam com números, e se atiram a todas as garotas do Instagram e blogs vários e diversos, ao invés de se preocuparem com pessoas que realmente façam fit com a marca, independentemente de terem mais ou menos seguidores, no final do dia não ganham mais por isso, até acabam por ficar meio "descredibilizadas". Mas isto sou eu, e é apenas a minha humilde opinião, e a grande parte da experiência que tenho, não vem dos blogues, mas sim do meu trabalho em agências de comunicação. No meu caso, eu partilho o que eu gosto com as pessoas que me seguem (porque elas sim, são quem que me motiva a fazer isto) e faço-o há minha imagem e semelhança.

Melancias em crochet e gatos fofinhos todo o dia, nem sabe o bem que lhe fazia?
Ahahah é um bom mote sem dúvida!! Embora nunca tenha colocado as coisas dessa forma. De há uns tempos para cá, e graças a alguns episódios com as quais tive de lidar, aprendi a relativizar algumas coisas. Diversão é a palavra de ordem, até porque a vida é curta. Há que olhar para as coisas boas que temos, sem nos lamentarmos demasiado das más. Porque se é mau, sacode. Há muita coisa boa, e gente boa à nossa volta. É só pousar os olhos nos sítios certos :)

As tatuagens são uma extensão do teu diário visual?
Não olho para elas dessa forma. Aliás, não olho para elas de todo. Já nem reparo, nem me lembro delas, que as tenho... fazem parte de mim, de quem eu sou. 
Mas reparo nas das outras pessoas. Sou muito observadora, muito visual. Faz parte do meu dia-a-dia, do meu trabalho, e de um modo geral, sejam tatuagens, casas, objetos, flores, gente bonita... tudo o que vejo e gosto vou "registando" de uma forma quase inconsciente, para alimentar o meu "banco de imagens" mental. 

Podem encontrá-la aqui: 

Foto: 
Tiago Maya
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