#38 Mariana Barbosa

28 junho, 2017


Fundou o jornal i, a revista Tentações e o site Dinheiro Vivo. Mariana é jornalista e diz que não podia ser outra coisa qualquer. Colabora com o ECO e escreve as histórias dos Fazedores portugueses: gente que pensa, planeia e cria negócios.

Se este fosse o teu perfil de uma rede social o que escreverias na área 'Sobre ti’?
Mariana, nascida em 1985. A mais velha de cinco irmãos. Direta ao assunto. Apaixonada. Curiosa, sempre no ir. 

Se não fosses jornalista serias uma fazedora? 
Antes disto tudo, acho que não. Depois disto tudo, acho que sim. É impossível não sentir que sou capaz de fazer aquilo que quero, conhecendo todos estes fazedores inspiradores. Mais do que criar empresas, eles são a prova de que #TuPodesAssimTuQueiras. E de que mais vale tentar e falhar, do que nunca tentar. Um dia vou ser, só ainda não sei quando. Mas já faltou mais. 

We will always have Buenos Aires?
Fui a Buenos Aires pela primeira vez em 2012. Aterrei, tínhamos umas horas de escala e sentámo-nos na Plaza Serrano, no bairro de Palermo, a ler. E eu, naquele momento, senti que de alguma maneira, eu era dali. Pertencia ali. Decidi naquele momento que ia viver lá. E, um ano depois, mudei-me. Buenos Aires ajudou-me a crescer e a mudar o meu mindset: deu-me muito, tirou-me outras coisas, ensinou-me a estar comigo. Por isso vai estar sempre guardado, tipo tatuagem, em mim. Se voltaria? Voltaria. Quem sabe? 

Nestes anos dedicados ao empreendedorismo cruzaste-te com várias startups que acabaram entretanto por desaparecer. O que achas que falha? 
Acredito que a noção de sucesso de uma startup não se esgota em rondas de financiamento e num exit. É como as viagens: o caminho vale mais e é mais importante do que o destino. E, no caso das startups, quem te garante que o falhanço - ou, o facto de fechar, por exemplo - não te reforça mais do que se tivesses sucesso à primeira? De uma coisa estou certa: a maioria dos empreendedores que falham, voltam a tentar. E, se isso não é sucesso, não sei o que será. 

Sobre quem ou o quê é que ainda te falta escrever? 
Oh... sobre tantas coisas. Gostava de fazer mais reportagens, visitar fábricas, escrever sobre como se fazem as coisas, sobre o percurso até chegar 'lá'. Quando eu escolhi o curso que queria, e me decidi pelo jornalismo, a única certeza que tinha era que queria trabalhar com pessoas. E escrever. E quanto mais pessoas conheço e mais histórias conto, mais tenho a certeza de que todas as histórias são boas de ser contadas. Por isso, faltam-me escrever sobre tanto do que aí vem e muito do que já foi.

Acabas sempre por regressar mas estás sempre no ir. Qual o próximo destino? 
Casa é aqui mas o mundo é tão grande que é impossível não ficar entusiasmada com a ideia de 'ir'. Planos de viagens? Santiago de Compostela, a pé, até ao fim do ano. E Japão, no início do próximo. Voltar aos Açores com tempo, conhecer Lanzarote, ir à Costa Rica. América Latina, sempre. Tenho qualquer coisa com a América Latina.

Podem encontrá-la aqui: 
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