#33 Inês Santos Silva

23 junho, 2017


Inês é uma fazedora non-stop. Co-fundou o Startup Pirates, programa de apoio ao empreendedorismo, integra a lista de jovens estrelas nos negócios da revista Exame '40 abaixo de 40' e foi a primeira portuguesa a ser admitida na Singularity University da NASA e Google. 

Se este fosse o teu perfil de uma rede social o que escreverias na área 'Sobre ti’?
Gosto de fazer. Numa palavra sou uma “fazedora”, apaixonada por ligar pessoas e ideias. 

Depois de 10 semanas com a NASA o céu deixou de ser o limite?
Depois de 10 semanas no epicentro de Silicon Valley nada parece impossível. Provavelmente essa foi a minha principal aprendizagem depois de participar no Global Solutions Program da Singularity University na NASA. 

Estar no mundo das tecnologias sem se ser engenheira é limitativo? 
Não sinto que seja nada limitativo. Sempre olhei para a minha licenciatura em gestão como um início e não como o fim. O meu percurso em gestão dá-me ferramentas e uma forma de ver ideias e tecnologia que é muito útil no meu dia-a-dia. A minha paixão e curiosidade pela tecnologia faz o resto. 

Todos temos um empreendedor dentro de nós?
Honestamente não sei. Já achei que sim, mas às vezes penso que não. A resposta politicamente correta é dizer que sim, mas a verdade é que ser empreendor(a) é extremamente complicado e exigente e nem toda a gente está disposta a isso. Mas também não acho que têm que estar. Penso que todos nós devemos ser proativos e colocar energia no que fazemos, mas isso nem sempre tem que resultar em novos projetos ou iniciativas. 

Somos um país de novos 'piratas'?
Acredito que vivemos num país incrível, cheio de “piratas empreendedores” à procura do seu lugar no mundo. Eu estou “nesta coisa” do empreendedorismo desde 2010 e é inacreditável ver a evolução nestes últimos 7 anos. Ainda temos muito trabalho pela frente, mas temos que ter orgulho naquilo que já alcançamos.

O teu percurso no empreendedorismo tem sido reconhecido e acabaste por integrar a lista de jovens estrelas nos negócios da revista Exame '40 abaixo dos 40'. Vendo a lista percebemos que apenas 7 são mulheres... o que falta ao empreendedorismo no feminino? 
Faltam exemplos (rolemodels) a vários níveis. O número de mulheres a frequentar cursos de engenharia continua a ser extremamente baixo levando a que poucas mulheres criem empresas tecnológicas. Precisamos de atuar ao nível do 3º Ciclo para convencermos mais raparigas a seguirem as áreas da tecnologia e depois criarem empresas. É urgente fazer alguma coisa!

Podem encontrá-la aqui: 
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