#01 Teresa de Sousa

22 maio, 2017


Teresa de Sousa é Da Chick, uma das mais eletrizantes artistas do panorama musical português.
Com paixão e frontalidade, Da Chick quer, pode e manda e não há quem lhe resista quando pisa o palco! Ela traz o funk da velha escola, o groove eterno da soul e dança ao ritmo do disco sound. Conheçam um bocadinho desta 'street diva' totalmente freak! :-)

Se este fosse o teu perfil de uma qualquer rede social o que escreverias na área 'Sobre ti’?
Foxy, aka free spirit with an atittude.

Quem assiste a um concerto teu vê-te no teu estado puro: Da Chick and nothing but Da Chick?
Da Chick and nothing but the funk =). ahah. Faço música e vivo da música por amor. E é ao vivo que me sinto mesmo a Da Chick, a 100%, a fazer o que gosto. Cantar, dançar, sorrir, tocar, dar vida a roupas e estar com os meus homies on stage a partilhar a minha paixão que costuma ser sempre tão bem recebida pelo público.

Sentes-te confortável na postura de 'black mamma'? 
Eu diria algo mais como bad momma. Black também se pode aplicar no sentido em que sempre fui a "black" do grupo, mesmo já indo longe os genes que aí me poderiam ligar realmente. Não tenho complexos nenhuns com raças, orientações e crenças. Tenho sorte de me relacionar todos os dias com pessoas bem diferentes e isso é que faz o meu Mundo interessante. Mas a verdade é que existe dentro de mim muita blackness que transparece por vezes, e sinto-me bem com isso sim =).

Viver da música voltou a ser possível para esta nova geração de artistas? 
Não sei se há gerações ou alturas para isso. Acho que tudo depende muito da vontade de cada um e o que fazemos para chegar onde queremos chegar. Houve uma altura da minha vida que decidi que queria investir o meu tempo a 100% nisto e assim foi. Tem sido uma batalha todos os dias e nem sempre parece o caminho acertado, mas com paixão e persistência acho que todos chegamos lá. Eu estou muito focada e tenho muitas ideias e sítios onde ir. Estou a trabalhar para lá chegar.

Holanda, Espanha, França. Públicos diferentes, experiências diferentes. É mais chic(k) atuar lá fora?
O único feeling diferente que tenho é de facto achar mais surpresa nas reacções das pessoas, que a maior parte delas não fazem ideia de quem sou. E isso é fixe. Sentes mesmo o entusiasmo das pessoas por terem conhecido algo novo. Tirando isso é mais um palco e mais um público. Sinto-me confortável fora de Portugal também.

Se fizesses agora um daqueles "duetos improváveis" com quem te imaginas a dividir o palco? 
Improvável é relativo... mas talvez Pedro Abrunhosa na altura dos Bandemónio.


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