2ª Edição: Envia as tuas sugestões!

29 agosto, 2017

Com o feedback tão positivo que o projeto teve ao longo destes 100 dias (e todas as sugestões de nomes que já não consegui encaixar na lista), há já uma 2ª edição a ser esboçada.
Queria por isso pedir a vossa ajuda para identificar as próximas 100 mulheres a apresentar no projeto. Por favor façam-me chegar as vossas sugestões pelo formulário abaixo ou diretamente para o meu email 100daysofwomen@gmail.com
Até breve, Edite!  :-)


Nome:

Email: *

Quem gostarias de ver no projeto? *

#100 Elisabete Jacinto


É a única mulher no mundo a participar em provas de todo-o-terreno em camião e foi a primeira portuguesa a enfrentar o mítico Paris-Dakar em moto conseguindo triunfar contra adversárias detentoras de um enorme palmarés. Elisabete ruma sempre em direção ao topo da classificação em todas as competições em que participa e os resultados estão à vista. 

Se este fosse o teu perfil de uma rede social o que escreverias na área 'Sobre ti’?
Elisabete Jacinto, piloto de todo-o-terreno no passado em moto, atualmente em camião. Única mulher do mundo a participar em provas internacionais de todo-o-terreno em camião. Licenciada em Geografia, antiga professora do ensino básico e secundário, autora de manuais escolares e livros de aventuras. Casada e apaixonada pelo seu marido Jorge Gil.

Completar um Dakar de mota foi a coisa mais difícil a que já te propuseste? 
… e foi a coisa mais difícil que consegui fazer, embora já tenha feito muitas outras extremamente difíceis depois dessa. Contudo, fazer o Dakar de moto foi de uma exigência extrema, quer em termos físicos, psicológicos ou logísticos. Consegui fazer aquilo a que muitos se propuseram e poucos conseguiram. Quando terminei fiquei com a certeza de que poderia fazer na vida tudo o que quisesse!

Em pleno deserto, sem equipa de apoio e depois de caíres dezenas de vezes, como é que se encontra o 'oásis' para continuar?
Nunca lhe chamaria oásis, porque associamos esta palavra à ideia de paragem, acalmia, de abrigo!… Pelo contrário, eu precisei de muita força, muita energia e muito ânimo para continuar. Encontrei-os no meu espírito de sacrifício e na minha capacidade de lutar pelos objetivos que considero válidos. Na necessidade de recompensar todos aqueles que estiveram do meu lado com o meu sucesso. Ali o meu objetivo e o meu sucesso eram, nitidamente, terminar o que era o maior e mais difícil rali do mundo naquela altura. 

Tirar a carta de camião em outubro e fazer o Dakar em janeiro não foi um bocadinho de loucura a mais? 
Talvez não… foi sentido prático! A vida oferece-nos oportunidades e cabe-nos a nós a opção de as aproveitar ou não. É essa decisão (de tirar ou não partido das oportunidades) que acaba por definir o rumo na nossa vida. Eu queria fazer o Dakar de camião. Quaisquer que fossem as circunstâncias, a primeira vez seria sempre desastrosa pois seria a única forma de aprender. Quando me surgiu a oportunidade de participar aproveitei. Apliquei tudo o que sabia… e, ao longo do mesmo, aprendi tudo o que necessitava de saber para ter sucesso no futuro. Embora tivesse sido um mau Dakar em termos desportivos foi uma aprendizagem excelente. Faço hoje um balanço muito positivo dessa experiência. E depois… não poderia ter sido de outra maneira!

Três dias e duas noites parada e sem água no deserto da Mauritânia... o que não nos mata torna-nos mais fortes? 
Nós somos fortes... mas o conforto das nossas vidas convence-nos de que somos fracos… e que as situações difíceis são para serem enfrentadas de pantufas quando estamos sentados no sofá a ver televisão. Sim, para responder à pergunta, ficamos sempre mais fortes!... porque tomamos consciência de que a dificuldade estava em nós e não na situação. Afinal descobrimos que somos capazes… do que consideramos impossível!

O que é que ainda te faz correr? 
O gozo da superação. O gozo de perceber que aquilo que antes considerava um sonho impossível de realizar está ali ao meu alcance!

Podem encontrá-la aqui: 

#99 Ema Ribeiro

28 agosto, 2017


Ema é o rosto orgulhoso da Ó! Galeria que no Porto e Lisboa dá destaque às obras de mais de 70 ilustradores. Entre a dedicação aos artistas e a organização de exposições coletivas, flash ou temporárias, consegue ainda tempo para testar novos modelos de negócio como a concept store Mula ou a marca de artigos para cozinha Nham Nham!.


Se este fosse o teu perfil de uma qualquer rede social o que escreverias na área 'Sobre ti’?
Sonhadora e fazedora compulsiva.

Desde 2009 a Ó! Galeria dá destaque a ilustradores nacionais e internacionais consagrados e também a novas promessas na área. Sentes-te uma 'Júlio Isidro' da ilustração? 
Um Júlio Isidro? Hmmm… acho que não! Falta-me uma montanha e meia para lá chegar. Ahahaha! Acho que a Ó! é só um trampolim para os ilustradores chegarem mais alto.

Começas no Porto. Lisboa sempre foi um objetivo? 
Foi sempre um sonho, tal como outras capitais mas o Porto é a nossa casa. É onde nos sentimos mais acarinhados e onde temos melhores resultados.

Galerista, curadora, negociadora de arte, relações públicas, gestora, community manager, organizadora de eventos. Super mulher dos sete ofícios ou o dia típico de uma empreendedora? 
Ter cerca de 70 ilustradores a quem devo o meu melhor como profissional e como pessoa faz com que os meus dias sejam preenchidos até à hora de deitar. Ainda não consegui arranjar forma de desligar o computador quando chego a casa. 

A nova geração de consumidores parece estar mais interessada em experiências que em artigos de luxo ou arte. A ilustração é um luxo? 
A ilustração, como qualquer forma artística, é um luxo. Um luxo porque não é todos os dias que nos podemos deliciar com o resultado do imaginário de um criativo como o de um ilustrador e continuar a experienciá-lo em casa quando adquirimos uma peça. 

Depois da Ó! Galeria no Porto e Lisboa, a concept store Mula e a marca de artigos para cozinha Nham Nham!, o que ainda está na tua 'to do list' de empreendedora? 
Alguns dos projetos já caíram por terra. A Mula fechou no final do mês de Julho e a nham nham! não vingou também no nosso mercado. Vamos andando e vamos aprendendo. Para já fica a Ó! e a luta constante de manter o projeto a andar.

Podem encontrá-la aqui: 

#98 Ana Castanho

27 agosto, 2017


Cresceu em Itália e saltitou por todos os cursos da Escola Superior de Comunicação Social em Lisboa com a sensação de que sempre há mais do que uma forma de contar histórias. Ana é copywriter no departamento criativo da FOX e integra a direção do Clube de Criativos de Portugal. 

Se este fosse o teu perfil de uma rede social o que escreverias na área 'Sobre ti’? 
Menina-mulher, a ver do mundo. A ver de si. 

Copywriter vs jornalista. Se tivesses que optar qual escolherias para percurso profissional? 
 
Sempre quis comunicar, acho que é apenas isso. E é o que tenho seguido, sem antagonizar nada. Enquanto era miúda isso se calhar tinha um manifesto nas folhas e capas de cadernos exaustivamente desenhadas – primeiro – e escritas – depois. Ou nas fugas com a crew lá da rua, com quem ia deixar graffitis à beira da estrada, onde quem passasse me pudesse ler ou eu pensar que sim. Não é que tivesse algo de importante a dizer, mas a ideia de cativar, de enredar alguém na palavra ou na imagem dava-me uma esperança qualquer. E isso, até hoje, basta-me. Quando entrei para a faculdade, em 2001, esse pensamento talvez me tenha feito saltitar todos os cursos da Escola Superior de Comunicação Social: de Jornalismo para o Bacharelato em Comunicação Empresarial, daí para me licenciar em Publicidade e tentar dois anos de Audiovisual e Multimédia. Fi-lo com a sensação de que se quisesse contar histórias não haveria apenas uma maneira de as contar, não haveria só um ângulo nem só uma forma, nem um só curso ou uma só saída. E nunca me achei genial, apenas curiosa e muito dedicada... o que numa época em que o estágio era por norma não remunerado e em que estar parada não era opção, se calhar diversificar até não foi a pior das minhas escolhas.

Não vejo que um percurso possa ser um linha recta, uma coisa ou outra. Então, nunca me vi como jornalista logo à partida, nos moldes em que uma redação me frustrava na altura – e há tão bom jornalista que o jornalismo não precisa de mim, posso colar-me a ele e ora admirá-lo ora frustrar- me, pois, como colunista que é o que posso e devo ser. 

O que escolhi foi escrever e pensar, saber pensar.

Quando não arranjei trabalho de uma forma, arranjei de outra. Não parei. Fiz produção e assessoria de comunicação e imprensa para estruturas culturais, para companhias de teatro, para música, para agências de comunicação. Comecei a escrever para publicações independentes, escrevia artigos onde me davam uma oportunidade. Recebi temas, propunha ou criava outros. Fi- lo sempre, com uma constante perspectiva de estudo, de pesquisa e de encontrar alguma verdade na minha expressão. Cheguei anos mais tarde a editora de um jornal dedicado a música electrónica, escolhendo escrever sobre algo que me apaixona, sem ter de abdicar de nada. 
 Também não sabia bem no que consistia ser copy, mas apresentei-me a agências, depois de um curso que nos mandou para a rua com a cabeça cheia de vontades e muito pouca noção do que era a vida/mercado. Em 2008 o Jorge Nunes (na Winicio) começou a ler coisas minhas penduradas online e disse-me que via uma criativa, deu-me uma chance paga e uma orientação firme. Passou-me de produtora a copy da agência e sou uma sortuda por isso, até hoje. Por um percurso não ter de se fazer apenas de uma coisa, por ter crescido sem ter feito apenas uma ou outra, com gente boa que respeito muito. Com o evoluir dos tempos, aliás, nem a publicidade, o marketing, a comunicação são feitos de uma só forma, um só meio ou um só corpo. Nem a minha escrita ou criatividade. Aos 34, dedico-me de coração a escrever um artigo sobre um festival, um concerto, um álbum. Dedico-me de igual forma a pensar uma activação, a criar uma campanha, uma marca ou um conceito com um racional estratégico por trás, expressando-me cada vez mais confiante de que comunicar e contar histórias não é algo que se faça de modo unilateral. Que esse nunca será o meu caminho. O que me deixa feliz, porque seguramente me trará mais estrada pela frente. 

Qual o maior desafio de estar no Clube Criativos de Portugal? 
O desafio quando não estava no clube era achar que este não era feito para mim ou para a minha geração. Que era feito de e para as “grandes agências”, morando eu e tantos outros nas “pequenas”. E, na mesma proporção e medida, também me chateava que a minha geração não se envolvesse no intuito de conhecer o clube para propor ou fazer o que quer que fosse. Em alguma medida, esse desafio ainda vive, no sentido em que ainda há muita gente que pensa que o clube é apenas um festival, uma liga de “históricos” do mercado. O clube que tem história, honra-a. Mas também é uma associação sem fins lucrativos, que dentro de todas as suas limitações, hoje está mais actualizada: organiza e apoia múltiplos eventos; dá formação e apoio a pessoas e estruturas; cria desafios remunerados para jovens criativos e leva-os a representar Portugal lá fora; tem a cargo não apenas um festival de respeito, mas a Semana Criativa de Lisboa. E faz tudo isto sobrevivendo das quotas dos sócios, das inscrições, de apoios e parcerias que nos levam noites e dias – tempo a desenvolver, cultivar e fazer prosperar. 
 
Um desafio pessoal constante é estar à altura dos meus colegas, do Pedro Pires e do Ivo Purvis, do Pedro Patrício, do Sérgio Santos, do Diogo Conceição, da Susana Nascimento e da Sara Silva, pessoas pelas quais nutro uma igual dose de carinho e respeito e com quem, enquanto estiver na direcção, procurei desenvolver um clube mais aberto. Um clube que seja uma referência para a indústria e um espelho de um mercado e indústria mais fortes e mais justos para os profissionais das artes, das letras, da ilustração, do filme, do design, da publicidade, da música, do digital e das tecnologias. Um pilar para criativos de qualquer geração e reflexo de excelência, para clientes mais educados e mais nutridos e para um país e uma capital que tenham algo profundamente original a mostrar não apenas a umbigos que gostam de girar sobre si próprios.

O CCP está prestes a fazer 20 anos e não é meu, é nosso. O maior desafio será, sempre, honrar isso e deixar algo a aspirar para os próximos 20.

Pertencer à geração dos estagiários e empregos low-cost dá-te uma "parcialidade aceitável" na defesa dos direitos dos novos criativos nacionais?
Em ’04/‘05, os estágios eram maioritariamente sem remuneração. Nunca pude aceitá-lo, não tinha como subsistir. Logo, se não deu na agência que desejava e que me queria a custo zero, foi mais simples aceitar o facto de ter de fazer outra coisa e projectar-me de outra forma e continuar. Fragilizou-me primeiro, fortaleceu-me depois. 

Penso muito na forma despreparada como tantos saímos da faculdade. Sem noção alguma de posicionamento, de preparação para enfrentar o mercado e agarrá-lo com uma persistência maior do que a enfraquecida pela noção de que quando saíssemos com um canudo, um trabalho haveria de aparecer. As coisas não são assim. Porque haveriam ser? Defendo isso aos meus alunos e defendo-o para mim até hoje. Obviamente, estagiar é normal, precarizar é que não. Ajudas de custo, é fulcral e é básico, pelo mínimo tempo possível para não criar privações ou frustrações onde pode existir potencial de relação e crescimento. Depois é fundamental o investimento em quem faz a diferença e traz sagacidade consigo: sou absolutamente contra a compulsiva perda de talento, para sistematicamente substituir alguém por outro alguém numa fila de estágios, perpetuando o ciclo de “poupança empresarial” e precariedade. Vivi o “tempo das vacas-gordas” dos estádios profissionais, mas também passei o vexame dos recibos verdes tempo demais. Porque é sempre tempo demais.

Hoje em dia dançamos muito num mercado de freelancers, que tem coisas boas e libertadoras e também coisas muito más, especialmente quando vemos perpetuamente camuflar situações que eram de falsos recibos, agora para falsas empresas. Mas acredito que haverá sempre espaço e trabalho para quem é bom. E tento acreditar que, quem o é, será sempre compensado por isso.

Como é que é o processo de criação de uma promo para séries? 
Acho que não há um processo, há processos. A FOX Creative é um departamento criativo, onde o On-air deixou de ser o todo para ser uma parte. Normalmente as promos incluem-se numa estratégia e plano cada vez mais revestidos de um conceito 360º, desenvolvido por nós, suficientemente forte para declinar gerar uma campanha ou declinar em qualquer manifesto da marca ou produto/série. On-air e Off-air. E dependendo da série, do intuito e do contexto da promo, daí dependerá o processo... pode até sair uma coisa filmada aqui.

Mas entre nós, seguramente, há muita pesquisa de materiais e eixos. Cabe-nos desenvolver a linguagem dos 8 canais que cá se trabalham, conhecer as séries e filmes melhor do que ninguém, mesmo que seja impossível ver tudo. Vamos procurar conhecer os caminhos das personagens, o que dizem os fãs, ver referências e escolher um ângulo para conceito, texto, música, edit TV (mas também considerando como é que a promo pode ganhar um novo corpo no digital, em formatos pensados para impacto mais eficiente ali, onde cada vez vive mais audiência).

Às vezes ficamos a saber uns spoilers para poder conduzir uma história em 30 segundos, mas tudo varia nos processos, porque os resultados têm de ser cada vez mais inesperados também: queremos cativar alguém para ver um conteúdo nosso no meio de um mar de conteúdos, logo, as fórmulas não são boas amigas.

Qual é aquela publicidade que pensas 'caramba, gostava de ter sido eu a fazê-la'? Não é uma publicidade, é uma senhora campanha.
"Fearless Girl”, da McCann New York. Não é uma publicidade, vai bem para além disso. É algo que inspira tanto, que vai ficar por muito tempo. Um trabalho com impacto social corajoso como poucos, bonito e forte como poucos.

Podem encontrá-la aqui: 

#97 Magda Tilli

26 agosto, 2017


Da intenção de fazer uma mudança de vida, Magda fez nascer a HomeLovers. Sem grande orçamento para investir lançou-se no Facebook e hoje esta mediadora é um caso de sucesso e uma referência no empreendedorismo nacional.

Se este fosse o teu perfil de uma rede social o que escreverias na área 'Sobre ti’?
Se disser que sou uma sonhadora é um pouco cliché - verdade - mas sou essencialmente uma Believer. Todos os dias acredito que me re-construo, todos os dias acordo e penso que sou feita do que construí, do que sobretudo modifiquei na minha vida, com o acumular de experiências, reflexões e até com o erro que cometi ontem ao atravessar a passadeira com encarnado! Acreditar não é algo que uma pessoa pode, ou faz, todos temos a oportunidade e cabe-nos a nós ativar - ou não - este ''mecanismo''. Acredito que desenvolvi esta forma de ser - e estar na vida - desde o primeiro dia em que me lembro de ser eu. Acredito que todos os dias posso ser mais criativa, que posso tentar influenciar alguém a criar o seu próprio negócio, que posso encorajar os meus filhos e todos os que me rodeiam, de que são capazes de tudo, e sobretudo acredito na lealdade, na bondade, na inovação, nas pessoas, acredito na vontade de tudo e de todos!

O que te apaixona numa casa? 
O que me apaixona é sentir que estou a entrar numa casa onde me imagino a viver, seja em modo família, em modo singular. No fundo, tenho de sentir que a casa preenche os requisitos de cada grupo, um jovem, uma família conservadora, um casal empreendedor, em suma tenho de ter a certeza que todos os dias as nossas casas vão inspirar e dar conforto a quem irá lá viver. O nosso portfólio de casas é criado com base na inspiração, totalmente distinta de todos os grupos, e só assim, conseguimos encontrar a casa de sonho de todos os que nos acompanham desde o primeiro dia. 

Como é uma casa 'HomeLovers'? 
É inspiradora... e cada casa é única e fiel à sua identidade! No entanto, posso dizer que são também os tetos altos, chão de tábua corrida, luz, espaço, mas na verdade, o que uma casa HomeLovers é a sua possibilidade em tornar-se numa! :) As nossas casas têm a identidade, a curadoria e as caraterísticas típicas das cidades onde atualmente estamos ( Lisboa, Porto, linha de Cascais e Algarve). Selecionamos sempre as casas que nos inspiram, fazendo o matching entre aquilo que os nossos clientes procuram e o que o mercado tem disponível.
Além de ajudarmos a encontrar casas de sonho, desde este ano que com a HomeLovers Studio - Serviço de Design e Arquitetura de Interiores - vai poder alterar toda a casa, uma ou duas divisões, ou, até quem sabe um terraço ou um pátio. Estamos preparados para nos adaptarmos às necessidades de diferentes espaços, com soluções que vão desde a arquitetura e design de interiores, a propostas integradas de estudos de layout, passando pela escolha de materiais, cores, mobiliário, tecidos ou iluminação sem nunca esquecer a curadoria que caraceriza cada projeto HomeLovers. 

Lisboa está a ferver com o interesse turístico e o alojamento temporário. Onde ficam as imobiliárias nesta nova fase do mercado? 
Quando criámos a HomeLovers percebemos que o mercado precisava, face à crise instaurada, de um "volte-face" urgente. Assim, como pouco ou nada tínhamos a perder, arriscámos num conceito absolutamente inovador, tornando-nos na primeira empresa de casas para arrendamento, absoluta e genuinamente, sediada no Facebook. Face à existência de mais alguma crise no setor, ou da mudança da forma como ele emerge, o nosso foco está sempre na forma como nos apresentamos, reagimos e sobretudo na equipa que se foca diariamente em inovar e em nunca deixar a marca HomeLovers ser um projeto concluído. A prova disto é que num mês lançámos o nosso Blog www.homeloversmag.com e no mês seguinte a HomeLovers Studio - Serviço de Arquitetura e Design de Interiores.

O 'medo de voar' ainda permanece? 
Nunca tive medo de voar, só quando fui assistente de bordo e tive de fazer uma aterragem menos fácil em Munique ;) O medo de voar com a HomeLovers nunca existiu, arrisco sempre que possível e a minha premissa será sempre essa, mesmo que a palavra arriscar e/ou mudar tenha de se sobrepor ao verdadeiro significado da palavra medo! 

E ver a HomeLovers em 'voos internacionais' é uma possibilidade? 
Todos os anos o nosso desafio é queremos fazer com que cada vez mais "HomeLovers" (proprietários, arrendatários, compradores, ou, tão simplesmente curiosos e amantes de casas) nos ajudem através da contínua partilha das suas necessidades, experiências, relações, críticas e elogios - a crescer e a tornarmo-nos uma marca que tem como missão ajudar a encontrar e transformar em realidade as casas de sonho de todos, de um modo cada vez mais humano, personalizado, emocional e pessoal. Este desafio é o passaporte para os voos internacionais que temos planeado, e - ainda que sem uma presença física internacional - temos muitos clientes estrangeiros que nos procuram, e uma rede de networking internacional que são fruto do investimento que fazemos com a HomeLovers pelo Mundo.

Podem encontrá-la aqui: 

#96 Anna Westerlund

25 agosto, 2017


Anna trabalhou 10 anos como modelo e frequentou o curso de Publicidade até perceber que a sua verdadeira paixão era a cerâmica. Já teve as suas peças no MOMA em Nova Iorque, representou Portugal na Bienal Internacional de Cerâmica na Dinamarca e foi escolhida para participar na exposição 'Portugal Convida' em Barcelona. 

Se este fosse o teu perfil de uma rede social o que escreverias na área 'Sobre ti’?
Ceramista, mãe de 4 que adora colecionar momentos felizes

Sempre tiveste em ti um lado criativo e gosto pelas artes manuais que acabaram por se manifestar em peças de design minimalista. É a tua costela nórdica a dar sinal? 
Acho que as minhas peças refletem a minha dualidade, são mais depuradas à sueca mas com um toque de cor à portuguesa

Na Suécia és portuguesa, em Portugal és Sueca. É fácil lidar com esta dualidade?
Sem dúvida que me torna uma pessoa mais rica, mas pode acontecer que por vezes me sinta meio descontextualizada mais na forma de pensar que acaba por ser diferente. 

Ter o estúdio em casa traz o perigo de nunca parar de trabalhar? 
Trás e por isso é que vou deixar de ter, comecei a sentir necessidade de separar as duas coisas.

Como consegues gerir um projeto profissional com quatro "criações" por perto?
Como todas as mães que trabalham, com amor, criatividade e muito cansaço à mistura

Com a globalização as pessoas estão saturadas de comprarem igual em todo o lado. Sentes isso?
Acho que sim, estamos a querer voltar mais às nossas raízes e na verdade objetos únicos fazem-nos sentir especiais.

Podem encontrá-la aqui: 

#95 Ana Sofia Pinho

24 agosto, 2017


É engenheira, designer e marketer com interesse em medicina e sustentabilidade. Entre o multitasking e os seus múltiplos projetos, Ana é aquilo a que muitos chamam de polímata, alguém que gosta de várias áreas, estuda e trabalha nelas profundamente. Pelo meio tem ainda tempo para promover eventos tecnológicos como o Startup Weekends ou o Rails Girls. 

Se este fosse o teu perfil de uma rede social o que escreverias na área 'Sobre ti’?
Uma engenheira que se tornou designer, depois marketer e agora trabalha nos RH em cultura, branding e impacto social. Pelo meio promove iniciativas de diversidade em tecnologia. Vivendo entre dois mundos: o imaginário e o real, tentando sempre trazer algo do mundo imaginário para o mundo real. Nota importante: o mundo imaginário inclui gelado ao pequeno almoço.

Engenheira, designer, marketer. Ao estilo do multitasking e multi-interesses da nova geração, poderíamos chamar-te de 'profissional híbrida'?
Acho que sim, mas na realidade o que sou é uma polímata. Uma polímata adora várias áreas, estuda e trabalha nelas profundamente, enquanto que um especialista, apesar de ter interesses noutras áreas, só se torna perito numa. Só na minha vida adulta é que descobri que era uma polímata e depois de tanta agonia que senti a tentar-me encaixar no modelo de “especialista”, foi um alívio rever-me neste modelo. Ser assim permite-me ser criativa e inovadora a um nível diferente, porque trabalho na interseção de várias áreas. Para além disto aprendo muito rápido e adapto esses conhecimentos a muitos cenários. Isto coloca-me numa posição interessante em termos profissionais, onde acabo por ser a ligação de vários departamentos.

O que encontras de tão fascinante no mundo das startups?
A possibilidade de mudar o mundo de forma mais rápida e poder fazer várias coisas completamente diferentes. Quando começas uma startup, regra geral tens de trabalhar em várias áreas porque tens menos pessoas, e se fores tu a começar, podes fazer um negócio à volta daquilo que te apaixona e que achas que ter um impacto positivo no mundo.

O que falta à comunidade tech feminina? Promoção ou valorização?
Penso que o problema não é só o que falta à comunidade tech feminina, mas sim à comunidade envolvente. Não nos podemos esquecer que a comunidade tech feminina está assente numa comunidade tech global e essa comunidade está assente na população em geral. Todos os preconceitos conscientes e inconscientes que temos na sociedade em relação a ser mulher e ao papel da mulher na sociedade permeiam a comunidade tech e a comunidade tech feminina também.
Falta muito à população em geral para conseguir apoiar a comunidade tech feminina, porque esta mudança não vai acontecer se o resto da população não participar. Por isso é tão importante a promoção e mostrar o valor de ter mais mulheres em tecnologia. Mas precisamos de ir para além da promoção e valorização, por exemplo, de que nos vale trazer mais mulheres para a tecnologia se depois o ambiente é tudo menos inclusivo e não têm sequer a oportunidade de progredir na carreira, receber o mesmo salário, ou sofrerem assédio no local de trabalho? Estes temas são desconfortáveis, mas têm de ser discutidos para serem resolvidos.
E a comunidade tech feminina precisa de ter uma consciência dessas limitações que vêm de trás. Um bom exemplo disto é que temos vindo a alargar o círculo de exclusividade, já que sem querer, muitas iniciativas acabam por promover a tecnologia para mulheres caucasianas do que para mulheres negras. Isto é um trabalho em várias frentes, é preciso ouvir mesmo, cultivar empatia e ter coragem para nos auto-analisarmos!

Na tecnologia a igualdade de género ainda está assim tão longe de acontecer?
Sim, está, mas já esteve mais longe. O trabalho que tem sido desenvolvido, apesar de haverem algumas iniciativas que não foram tão bem conseguidas, tem tido em geral um impacto positivo. Penso também que se tem vindo a cometer o erro de nos focarmos apenas em género quando o mais importante é termos uma comunidade tech diversa e inclusiva. 
Tal como Neil deGrasse Tyson afirma, a ciência e a tecnologia são os motores da economia da sociedade do futuro. Neste momento, a maior parte da comunidade tech é formada por homens caucasianos, mas eles só são cerca de 10% da população mundial. Aquilo que estamos a construir em tecnologia nos próximos anos vai definir a sociedade em que vamos viver nas próximas décadas e séculos, por isso não podemos esperar 100 anos para este problema se resolver sozinho.
Se não tivermos uma comunidade tech representativa da população mundial com poder de decisão, vamos ter sérios problemas. Actualmente já vemos alguns a acontecer, tal como os airbags que mataram mulheres e crianças porque a equipa que os desenvolveu era formada maioritariamente por homens. Ou então a Apple que construiu uma app que media todos os parâmetros de saúde exceto o período, e mesmo tendo recebido inúmeras críticas a nível mundial, demorou um ano a incluir este parâmetro.
Outro exemplo é o facto de no início, as câmaras fotográficas não serem capazes de captar o tom de pele das pessoas negras e por mais ridículo que seja, só se começou a mudar isto quando algumas empresas quiseram tirar fotos a chocolate. O assédio que vemos online em plataformas como o Twitter ou o Facebook também é o resultado desta falta de diversidade e inclusão. E o pior é que estamos a desenvolver projetos de inteligência artificial que por vezes acabam por assimilar todos estes preconceitos, machismo, xenofobia, racismo, etc.

Os teus gatos têm primeiro e segundo nome e apelido: Mia Sofia Pinho e Tiago Miguel Pinho. É para se sentirem parte da família ou para, ao estilo das mães, quando fazem asneiras poderes chamar pelo nome completo?
Família. E chamar pelo nome completo não resulta assim tão bem como se podia esperar. O Tiago responde a Ti, Tiago, ou qualquer coisa que eu lhe chame. Ele sabe simplesmente que eu estou a falar com ele. A Mia é completamente diferente, ela tem 13 anos mas acho que ainda não sabe o nome dela. E eles sabem quando estão a fazer asneiras! Basta sair da minha boca um “Mia” ou “Tiago” em tom de aviso, que eles param logo, ou então fazem de conta que não estavam a fazer nada como todos os gatos.

Podem encontrá-la aqui: 

#94 Vanessa Barragão

23 agosto, 2017


As técnicas de produção artesanais sempre tiveram uma grande influência em Vanessa. Estudou design de moda e desenvolveu um estudo sobre a lã nacional, que levou mesmo à produção artesanal de uma coleção de fios ecológicos de ovelhas portuguesas. Uma artista têxtil que tem no mar a sua principal fonte de inspiração para as obras de arte 100% artesanais que produz. 

Se este fosse o teu perfil de uma rede social o que escreverias na área 'Sobre ti’?
O meu nome é Vanessa Barragão, licenciada e mestre em Design de Moda. Ao terminar o mestrado decidi focar-me na área artesanal têxtil, criando artigos de decoração inspirados no fundo do mar.

Os processos artesanais estão na moda? 
Penso que não sejam os processos artesanais que estejam na moda, mas sim o DIY. As pessoas sentem a necessidade de produzir coisas e acho isso muito bem. É uma forma de se distraírem e saírem da rotina de trabalho diária. 

Durante o mestrado fizeste uma investigação aprofundada sobre o aproveitamento da lã portuguesa. Afinal como pode ser valorizada?
A melhor forma de a valorizarmos é não a desperdiçar e produzir artigos de valor acrescentado. A lã é uma matéria-prima excelente, sustentável e ecológica. 

Vestir sustentável em Portugal é fácil? 
Hoje em dia as empresas de moda procuram aplicar processos sustentáveis na produção das suas peças. Claro que acabam por ser roupas com um valor mais elevado o que pode não ser acessível a todas as faixas etárias. Mas penso que cada vez vai ser mais fácil vestir sustentável. Imensas marcas estão a surgir com designs muito bons e as grandes empresas também estão a ir nesta onda do sustentável.

As tuas peças são recheadas de pormenores e texturas. Como funciona o processo criativo? 
Quando inicio uma peça não tenho nunca cores definidas nem desenhos. Apenas a dimensão está definida. As formas, as cores e a escolha das lãs vão sendo aplicadas aleatoriamente, isto faz com que as peças sejam sempre diferentes umas das outras. Apenas deixo a criatividade fluir e surgir naturalmente.

Vemos no teu trabalho uma grande influência marítima. Porquê o mar? 
O mar é a minha grande paixão, talvez por ter nascido e crescido numa cidade costeira. O fundo do mar, os corais são de uma riqueza imensa, são de facto tesouros. A minha inspiração surge a partir desta paixão mas não é apenas isso que pretendo transmitir. Os corais são seres muito sensíveis e o aquecimento global causado pela poluição que produzimos está a contribuir para o branqueamento de corais, ou seja, a sua morte. Esta é a principal mensagem que pretendo passar as pessoas, que contribuam para um planeta melhor e menos poluído.

Podem encontrá-la aqui: 

#93 Inês Vicente

22 agosto, 2017


Estudou design de moda e decidiu seguir para Londres para se especializar em moda/ambiente/sustentabilidade. Foi em terras de sua majestade que Inês iniciou, com alguns colegas de curso, uma loja/estúdio para venda de algumas das peças que criavam e, no regresso a Portugal, deu continuação à ideia de trabalhar numa marca pessoal. Nasceu assim a Airosa, marca intemporal de roupa e acessórios reconhecida pelas suas mochilas.

Se este fosse o teu perfil de uma rede social o que escreverias na área 'Sobre ti’?
Uma miúda airosa. Gosta de sol e boas energias.

Quando regressaste de Londres a moda em Portugal ainda não tinha a força que estavas à espera. E agora? 
Quando regressei, em 2011, falava-se muito pouco de moda sustentável. Comecei a fazer workshops de reciclagem de roupa e swapshops (eventos de troca de roupa) que era uma óptima maneira de arranjar matéria prima para um projeto de upcycling que estava a fazer, infelizmente sem grande sucesso. Entretanto virei-me para a produção de mochilas, interessava-me o foco em um produto apenas, estudar todas as suas potencialidades. Hoje em dia já existem várias empresas portuguesas focadas na sustentabilidade, tanto a nível de criadores como de fornecedores. Penso que ainda há um longo caminho para convencer os consumidores a investir neste tipo de produtos mas o crescente número de eventos e organizações que existem relacionados com o tema deixam-me bastante confiante.

Ainda te dedicas aos workshops de reciclagem e às swapshops? 
Voltei este ano, a convite do Projeto Recostura (facebook.com/recosturalx), a participar em workshops de upcycling de roupa. O formato é bastante interessante porque junta designers (como eu) e costureiras, para que mesmo quem não saiba costurar possa alterar as suas peças. Começamos com uma sessão de triagem das peças e aconselhamento e depois segue-se a transformação da peça. Fazemos eventos de 3 em 3 meses, estejam atentos!

Que espaço ocupa a ilustração no teu dia a dia profissional? 
Hoje em dia já só o faço a nível pessoal. Deixa-me bastante relaxada e dão óptimos presentes de aniversário!

A Airosa é uma marca de roupa e acessórios mas que não alinha em 'modas'. És de evitar tendências?
Parece contraditório, mas sim! As tendências são uma estratégia para a renovação sazonal do guarda-roupa, quanto mais "tendência" uma peça for, mais probabilidade terá de ser descartada por já não estar na moda nas seguintes estações. A Airosa prefere apostar em peças intemporais, feitas com qualidade e de acordo com o que o consumidor precisa, por isso tento manter o contacto com os utilizadores e fazer pequenos ajustes ao design consoante o feedback que vou tendo. Não me interessa fazer peças para serem deitadas fora, quero fazer peças que criem laços com quem as utiliza e por isso sejam estimadas por muitos anos.

A moda pode ser uma ferramenta de mudança social?
Pode e deve! A forma como nos apresentamos passa uma mensagem do que somos, mesmo que não o façamos de modo propositado. Como designer sinto a responsabilidade de criar peças que passem a mensagem dos princípios nos quais acredito, é um privilégio ter esta ferramenta. Não faço t-shirts com slogans óbvios, mas penso que as mochilas que crio falam por si. Podemos ter objetos desejáveis que ao mesmo tempo tenham preocupações éticas: somos uma marca vegan, o processo de produção assenta no conceito "zerowaste" e não alinhamos no descarte fácil das tendências.

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#92 Madalena Martins

21 agosto, 2017


Madalena é designer e decidiu abraçar a arte popular portuguesa reinterpretando-a com humor. Conhecemo-la dos projetos 'Marias Portugal' e 'Bicho Sete Cabeças', para as quais desenha peças com uma forte identidade portuguesa e cuja produção manual tem uma grande componente social, sendo na sua maioria desenvolvida com reclusos e utentes de associações de apoio social.

Se este fosse o teu perfil de uma rede social o que escreverias na área 'Sobre ti’?
A inventar desde sempre! :) 

É fácil reinventar a nossa cultura? 
Ela é muito rica e inspiradora, está carregada de informação e histórias. O importante é conseguir captar tudo isso e encontrar um novo caminho, contemporâneo. Conseguir contar novamente a história mas enriquecida com criatividade e contexto. Passar a mensagem num novo formato ou com uma nova função. É o que mais adoro fazer, por isso para mim é fácil sim!

Houve receio quando começaste a trabalhar com reclusos? 
Desapareceu no primeiro instante, mal percebi que a vontade deles de fazer coisas novas estava ao mesmo nível da minha. Eu senti logo que com os reclusos conseguia concretizar as minhas ideias, eles perceberam que o trabalho criativo seria a melhor "fuga" que poderiam ter ali dentro. Até hoje as coisas têm funcionado com esta boa energia, o que é maravilhoso pensando no contexto de uma prisão.

Achas que o trabalho nas prisões humaniza os objetos que crias? 
Totalmente. Há um processo por detrás do objeto que lhe acrescenta valor. Não há muitas formas de reinserção dentro de uma cadeia, o trabalho é de facto uma delas e a criatividade é um estímulo muito positivo, valorizam-se como pessoas.

Alguns dos teus projetos partem de excedentes de produção de empresas que acabavam por ir para o lixo/reciclagem. Será o aplicar da máxima 'o lixo de uns é o tesouro de outros'? 
Neste caso é mais as empresas perceberem que o seu próprio lixo pode ser um tesouro, que um material depois de cumprir a sua função pode renascer noutro objeto e servir a própria empresa. 
É um processo verdadeiramente sustentável, mesmo pelo factor reinserção. Fecha-se um ciclo e nasce uma nova peça. 

Trabalhar em espaços públicos é o verdadeiro 'bicho de sete cabeças'?
Sim, é sempre um desafio! :) Como trabalho sempre uma ideia nova, um material diferente, há sempre alguma coisa que se descobre e aprende. O facto da minha formação ser design gráfico dá-me uma certa liberdade de regras (ou não-regras) e a ausência de vícios acaba por ser estimulante e criativa.

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Foto:
Rui Meireles

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